50 anos de combate em prol da Santa Igreja


14/01/2008

Com grande solenidade, o Revmo. Mons. José Luiz Marinho Villac comemorou seu Jubileu de Ouro Sacerdotal no Santuário do Sagrado Coração de Jesus, em São Paulo


Mons. José Luiz Marinho Villac
Na ensolarada tarde de domingo, dia 2 de dezembro, o Santuário do Sagrado Coração de Jesus, na capital paulista, reviveu outro dia de glória com a solene Missa de Ação de Graças celebrada pelo então Cônego José Luiz, benemérito colaborador de Catolicismo, festejando seu Jubileu de Ouro Sacerdotal.



Da esq. para a dir.: Príncipe e Princesa Dom Casimiro de Bourbon, Dom Bertrand e Dom Luiz de Orleans e Bragança
A cerimônia contou com a presença de seis sacerdotes: Mons. José Irineu de Souza, Vigário Geral, representando seu Prelado, o Exmo. e Revmo. Sr. D. Fernando José Penteado, bispo diocesano de Jacarezinho (PR); os Revmos. padres David Francisquini e José Eduardo Pereira (ambos ex-alunos do celebrante); o Revmo. Pe. José Portelli; o Revmo. Pe. José Henrique do Carmo (que atuou como cerimoniário) e o Revmo. Pe. Sávio Fernandes Bezerra. Destacamos também a honrosa presença de SS. AA. D. Luiz de Orleans e Bragança, Chefe da Casa Imperial do Brasil, e de seu irmão, o Príncipe Imperial D. Bertrand de Orleans e Bragança, e ainda de SS. AA. Príncipe e Princesa Dom Casimiro de Bourbon e Duas Sicílias. Bem como a presença de diretores e colaboradores da Associação dos Fundadores: Dr. Adolpho Lindenberg, Dr. Luiz Nazareno de Assumpção Filho, Dr. Paulo Corrêa de Brito Filho, Dr. Eduardo de Barros Brotero e Dr. Plinio Vidigal Xavier da Silveira. Também destacamos o comparecimento do Cel. Carlos Antonio Hofmeister Poli e do Dr. Mario Navarro da Costa. Além das três irmãs e de outros numerosos familiares do celebrante, compareceram duas dezenas de religiosas, ademais de representantes das TFPs americana (Sr. Michael Drake) e francesa (Sr. Jean Goyard). Dedicados amigos da Argentina (Srs. Carlos Federico Ibarguren e Juan Carlos Voiseau Y. Jardon) vieram a São Paulo especialmente para o solene ato. Senhoritas da Associação de Nossa Senhora das Lágrimas (sob a direção de Da. Maria Amélia Vasconcelos Marins), e também penitentes e admiradores do ilustre eclesiástico homenageado, vieram de várias partes do Brasil, somando mais de 500 pessoas.

“Asperges me hyssopo et mundabor”

O santo Sacrifício, celebrado de acordo com o ritual tradicional, começou com a aspersão da água benta, como se faz antes das Missas solenes ou conventuais. O celebrante, revestido da capa magna ou pluvial, auxiliado pelo Presbítero Assistente Pe. José Henrique e dois acólitos, feita a aspersão do Altar, dos Presbíteros e Príncipes, iniciou essa bela cerimônia percorrendo o templo sagrado, aspergindo água benta nos fiéis que o lotavam, enquanto o coro cantava em gregoriano: “Asperges me, Domine, hyssopo et mundabor, lavabis me et super nivem dealbabor” (Aspergir-me-eis, ó Senhor, com o hissope e serei purificado, lavar-me-eis e ficarei mais alvo que a neve).

Depois de revestir-se na sacristia com os paramentos para a Missa ­— os mesmos que utilizou em sua ordenação sacerdotal, 50 anos antes — o Cônego José Luiz iniciou o santo Sacrifício. Depois das orações ao pé do altar, incensou-o enquanto o coro cantava o Kyrie Eleison da Missa de Angelis, também em gregoriano.

Na homilia, emocionado, o Cônego José Luiz apresentou seus agradecimentos a todos os seus benfeitores, auxiliares e amigos que durante esses 50 anos o ajudaram a cumprir com os deveres de sua vocação sacerdotal. Sobretudo agradeceu à Mãe de Deus a graça privilegiada que lhe foi concedida de poder celebrar, nesse meio século, todos os dias, sem uma falha sequer, o santo Sacrifício, apesar de vicissitudes de toda ordem e atividades múltiplas.

Subindo ao altar de Deus


No Santuário do Sagrado Coração de Jesus, na primeira fila os diretores da Associação dos Fundadores
E tinha razão para estar emocionado. Já ia longe aquele dia 26 do mês de julho do ano de 1929, em que ele abriu os olhos para o mundo, causando grande alegria a seus pais, o Sr. José Alexandre Isnard Villac e Da. Anna Luiza Marinho Villac. No dia 7 de agosto do mesmo ano, recebeu as águas regeneradoras do Batismo na capela do Hospital Santa Catarina, tornando-se assim filho de Deus e membro do Corpo Místico de Cristo.

Tendo feito seus estudos secundário e colegial no Colégio São Luís, de São Paulo, onde pertenceu à sua Cruzada Eucarística Infantil e depois à Congregação Mariana, dirigida então pelo Revmo. Pe. Walter Mariaux, S.J., graduou-se em 1947.


Da esq. para a dir.: Padres David Francisquini, Sávio Fernandes, José Eduardo e José Portelli
Em 1949 foi um dos dez congregados marianos que, à partida de seu diretor Pe. Mariaux para a Europa, pediram ao Prof. Plinio Corrêa de Oliveira que os aceitasse em seu grupo de redatores do semanário “O Legionário”.

O jovem José Luiz, entretanto, não permaneceria de jure nesse grupo, que uma década mais tarde deveria fundar a Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propriedade, porque um chamado do alto o destinava para a gloriosa carreira do sacerdócio. Por isso, em 1950 dirigiu-se para o Seminário da Imaculada Conceição, dos padres jesuítas, na cidade gaúcha de São Leopoldo, onde cursou com brilho os estudos eclesiásticos.

No glorioso dia 1º de dezembro de 1957, recebia a ordenação sacerdotal das mãos do então bispo de Jacarezinho (PR), S. Excia D. Geraldo de Proença Sigaud, SVD, na monumental Basílica de Nossa Senhora do Carmo, em São Paulo.

Por admiração e reconhecimento para com o grande líder católico Prof. Plinio Corrêa de Oliveira — que o tinha incentivado muito durante seus estudos sacerdotais —, escolheu-o como padrinho da Ordenação.

Vínculo com Nossa Senhora do Carmo


O Diácono ladeado pelo cerimoniário Mons. Pavésio e pelo padrinho de ordenação, o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira
O Pe. José Luiz nasceu à sombra do Carmelo, no bairro das Perdizes, em São Paulo, foi ordenado na basílica dos Carmelitas da Antiga Observância, também na capital paulista, onde ingressou depois em sua Ordem Terceira com o nome de Irmão Bernardo Maria de Claraval. Celebrou sua primeira Missa no Carmelo de Santa Teresa, da capital paulista, mantendo sempre, ao longo dos anos, íntimo contato com o Carmelo do Imaculado Coração de Maria e Santa Teresinha, de Cotia, cujo Jubileu de Diamante de Fundação coincidiu com seu Jubileu de Ouro sacerdotal. Daí sua veneração pela Ordem de Santo Elias e da grande Santa Teresa de Jesus, a par de seu profundo reconhecimento aos padres jesuítas, que ao longo de seus estudos secundário, colegial e eclesiástico o assistiram com sua piedade e saber, à sombra de Inácio, seu ínclito Fundador.

Na diocese de Jacarezinho


O Pe. José Luiz (no centro) com seus pais, irmãs, cunhados e primeiros sobrinhos
O neo-sacerdote ficou incardinado na diocese de Jacarezinho (PR), cujo bispo era então o mesmo D. Geraldo de Proença Sigaud, que o ordenara. Nomeado professor do seminário menor da diocese, depois ecônomo e reitor do seminário, nele promoveu a devoção ao Sagrado Coração de Jesus e a Nossa Senhora, segundo o método de São Luís Maria Grignion de Monfort. Difundiu também a devoção ao glorioso patriarca São José e, com aprovação de seu novo Bispo, D. Pedro Filipak, introduziu desde então a recitação privada, mas em comum, do Exorcismo de SS. Leão XIII.


O Diácono José Luiz (ajoelhado), num dos momentos da cerimônia de ordenação sacerdotal
Nomeado Diretor da Federação das Congregações Marianas, em 1958, dedicou-se com entusiasmo, nos dez anos em que permaneceu no cargo, à promoção dos retiros de Carnaval segundo Sto. Inácio. Nesses dias memoráveis, a diocese de Jacarezinho chegou a ter 15 mil congregados marianos, número suficiente para eleger deputado federal, o mais votado no Brasil, o congregado mariano Dr. Mário Braga Ramos.


Seminário Nossa Senhora da Assucção - Jacarezinho (PR)

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