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Fórum “As ameaças do PNDH-3 continuam” demonstrou que a luta está apenas começando

A noite do dia 26 de agosto ficará marcada na memória dos mais de 300 participantes do Fórum “As ameaças do PNDH-3 continuam”, bem como para as cerca de 100 pessoas que assistiram ao evento pela internet.


Quando a despenalização vira direito – O caso da Colômbia: caça aos anti-abortistas

Considerando o aborto um “direito sexual e reprodutivo” que uma mulher pode praticar livremente sem coerção externa em nenhum sentido, compreende-se a guerra que o movimento pró-aborto desenvolve no mundo inteiro contra a objeção de consciência.


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Domingo, 25 de Julho de 2004

Exemplo simbólico da luta contra o aborto

Roberto Bertogna

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Catecismo Contra o Aborto

Porque devo defender a vida humana
14x21 – 80 páginas

Livro completo para todos os que querem defender o Sagrado Direito de Nascer!

Livro acessível, que todos os brasileiros podem adquirir, e todos os brasileiros devem ler!

“Pedro! Se vocês devem decidir entre mim e a criança, não hesitem: escolham a criança, eu exijo, salvem-na! Eu faço a vontade de Deus, e Deus providenciará o necessário para meus filhos”.

Milão – Quando proferiu as palavras acima, Gianna Beretta Molla tinha 39 anos, era mãe de três crianças de 6, 5 e 3 anos respectivamente. Competente médica pediatra, tinha diante de si o sucesso na carreira profissional. Era casada com um virtuoso e abastado engenheiro industrial, diretor de empresa.

Dotada de grande alegria de viver, passava suas férias na bell’Italia e no Exterior. Freqüentava habitualmente o magnífico Teatro Scala de Milão. Distraía-se com o seu pianoforte, pintava bonitas telas a óleo, vestia-se de maneira refinada, enfim, uma pessoa a quem nada faltava em sua vida.

O que levou esta feliz mãe de família e esposa exemplar, recentemente canonizada por João Paulo II, a não ter pena de si — como atesta a frase supra —, mas a procurar o mais perfeito para a glória de Deus?

Como formou sua personalidade essa nobre alma? Que princípios nortearam sua atuação?

Aborto: pecado que mata mais do que todas as guerras

Impunemente pratica-se hoje o maior genocídio de toda a história da humanidade: o aborto, chamado eufemisticamente interrupção voluntária da gravidez, através do qual são legalmente assassinados milhões e milhões de seres humanos. Autêntica e apocalíptica matança de inocentes.

Para se ter idéia da gravidade dessa imensa tragédia, basta examinar algumas estatísticas. Anualmente nos Estados Unidos são praticados 1,3 milhão de abortos; na Rússia, 2 milhões; na Itália, 140.000; na Espanha, 77.000. E, através da imprensa, sabemos que proporcionalmente ocorre o mesmo na França, Alemanha, Portugal, China, Cuba, Brasil etc. Enfim, um flagelo mundial que mata mais do que todas as guerras e a AIDS.

Contra tal clamorosa e suprema violação do mais fundamental de todos os direitos humanos, o direito à vida, encontramos a edificante vida de Gianna Beretta Molla, mãe coragem, como é conhecida na Itália.

Pais “retos, justos e tementes a Deus”

Essa destemida mãe italiana nasceu na cidade de Magenta, vizinha a Milão, no dia 4 de outubro de 1922, festa do Patrono da Itália, São Francisco de Assis. Façamos uma visita à casa natal de Gianna para conhecer os seus genitores, o Sr. Alberto Beretta e Da. Maria De Micheli in Beretta. O pai exercia a função de caixa numa empresa de Milão, e a mãe ocupava-se dos afazeres domésticos e da educação da grande prole que Deus lhe dera: 12 filhos, dos quais cinco morreram em tenra idade.

José, irmão de Gianna e futuro missionário no Brasil, assim descreve os pais de ambos: “Mamãe era bem dotada de inteligência e de uma grande força de vontade. Severa consigo mesma, mas muito amável com os filhos. Ensinava que Deus Nosso Senhor está sempre próximo a nós com sua imensa bondade. Papai também era muito religioso, acordava todos os dias às 5 da manhã para poder ir à Missa. [...] O dia terminava com a recitação do Santo Rosário, e papai consagrava toda a família ao Sagrado Coração de Jesus e a São José”.

Os amigos sabiam que não era uma família que se fechava em si mesma. Todos eram bem acolhidos: “A seriedade e a generosidade para com o próximo eram os princípios fundamentais de mamãe e papai”, observa Virgínia, uma das filhas do casal.

A própria Gianna, antes de seu casamento, afirmou: “Os meus santos pais: retos, justos e tementes a Deus”.

Na infância, virtude amena e equilibrada

Preparada e modelada por pais autenticamente católicos e assistida espiritualmente por sua irmã Amália, Gianna fez a Primeira Comunhão aos cinco anos de idade, no dia 14 de abril de 1928. A partir desse momento, acompanha regularmente sua mãe à Missa todos os dias, e o Santíssimo Sacramento será o seu nutrimento espiritual quotidiano.

Freqüentou a escola primária em Bérgamo, sendo crismada na catedral dessa cidade ao completar oito anos de idade.

Uma de suas amigas diz: “Gianna tinha caráter ameno e semblante sorridente, mas era muito equilibrada, uma alma pura e um coração generoso. Difundia em torno de si muita tranqüilidade, tinha uma fé que contagiava, e todas as pessoas que a freqüentavam sentiam-se atraídas para a Igreja”.

Experiência decisiva e bons propósitos

Aos 15 anos, cursando o Liceu Clássico, participa de um retiro espiritual, segundo o método de Santo Inácio de Loyola. Mais tarde dirá que as graças recebidas naquela ocasião pautaram toda a sua existência. Aprendeu então como, na vida, são necessários e fundamentais a meditação e a oração feitas com regularidade.

Escreve em seu diário: “Jesus, prometo submeter-me a tudo aquilo que permitirás que me aconteça. Fazei-me conhecer sempre a tua vontade.

Para servir a Deus, faço o propósito de não ir mais ao cinema, sem antes saber se aquilo que passa se pode ver, se é modesto e não é escandaloso e imoral;

Faço o propósito de preferir morrer a cometer um pecado mortal;

Quero temer o pecado mortal como se fosse uma serpente; e, repito: mil vezes morrer que ofender o Senhor;

Imploro ao Senhor que me ajude a não ir para o inferno e a evitar tudo aquilo que pode fazer mal à minha alma;

Rezar uma Ave Maria todos os dias para que o Senhor me dê uma santa morte;

Peço ao Senhor que me faça compreender a sua grande misericórdia;

Quero sempre, de hoje em diante, recitar de joelhos as minhas orações, tanto pela manhã, na Igreja, como à tarde no meu quarto aos pés da minha cama”.

Devoção a Nossa Senhora: sinal dos predestinados

Gianna sabia que não bastavam esses bons propósitos. Eram todos muito bonitos e necessários, mas onde encontrar as forças para cumpri-los? Inteligente e coerente como era, conhecia a fragilidade humana.

Sua mãe, em seu testamento, exortara os filhos: “Peço-vos amar o vosso pai, não o deixem sozinho, sejam unidos em família. E, sobretudo, sejam fiéis a Jesus e devotos da Santíssima Virgem”.

Gianna recorreu então Àquela que Jesus, no alto da Cruz, nos deu como Mãe: “Maria! Vós sois a minha ‘dolce Mamma’, confio em Vós e tenho a certeza de que jamais me abandonareis. Saúdo-vos como ‘Madre mia, Fiducia mia’ [Minha Mãe, Minha Confiança] e consagro-me inteiramente a Vós. Lembrai-vos sempre de que sou vossa, e em cada momento de minha vida apresentai-me a vosso Filho, Jesus”.

Missão de médica, saúde do corpo, saúde da alma

Em 1942, terminado o Liceu Clássico, Gianna matriculou-se na Faculdade de Medicina. Possuía um conceito preciso e sublime desta profissão. Mais do que um trabalho, para ela a medicina era uma missão. Sobre o significado e o profundo valor da missão de médica, deixou-nos alguns escritos.

“Não esqueçamos que no corpo do nosso paciente existe uma alma imortal. E nós, que temos o direito de ouvir certas confidências, estejamos atentos para não profanar a alma. Seria uma traição. Sejamos honestos e médicos de fé. A nós são concedidas ocasiões que ao sacerdote não ocorrem: nossa missão não termina quando os remédios não surtem efeito, existe a alma para ser levada a Deus e a palavra do médico tem autoridade”.

A Dra. Gianna concedia a seus doentes não somente assistência médica, mas uma verdadeira ajuda espiritual, e muitas vezes auxiliou-os, guiando-os à recepção do sacramento da confissão.

Em inúmeras ocasiões, encorajou muitas mães próximas do parto, conseguindo transmitir-lhes a alegria de acolher um filho como um dom de Deus. Com base nessa concepção, convenceu muitas jovens a desistirem do aborto.

Planejava ser missionária no Brasil

Desde sua infância alimentava admiração e amor pelas missões. Muitas vezes, sua mãe remendava as roupas dos filhos a fim de enviar o dinheiro economizado às missões. Durante a sua militância na Ação Católica, insistia muito sobre a importância do apostolado.

E se a primeira escolha foi a de ser médica, não escondia o desejo, cultivado interiormente, de tornar-se missionária leiga auxiliar, consagrando-se a Deus no serviço de evangelização.

Pensava realizar esse seu desejo de médica missionária junto com seu irmão, Frei Alberto Beretta, missionário capuchinho em Grajaú, no Estado do Maranhão.

Escrevera ao irmão: “Estou procurando um médico que me substitua, e peço que o Senhor mo faça encontrar. Estudo o português, e, se Deus quiser, ficarei muito feliz em partir. Reze para que tudo saia bem”.

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