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Fetos não sentiriam dor até os 6 meses
Como se o problema da morte fosse só dor… e a ausência de sofrimento da vítima justificasse o assassinato. Então, se der anestésico, pode matar? Aonde vamos com esses argumentos?

Fórum “As ameaças do PNDH-3 continuam” demonstrou que a luta está apenas começando
A noite do dia 26 de agosto ficará marcada na memória dos mais de 300 participantes do Fórum “As ameaças do PNDH-3 continuam”, bem como para as cerca de 100 pessoas que assistiram ao evento pela internet.

Quando a despenalização vira direito – O caso da Colômbia: caça aos anti-abortistas
Considerando o aborto um “direito sexual e reprodutivo” que uma mulher pode praticar livremente sem coerção externa em nenhum sentido, compreende-se a guerra que o movimento pró-aborto desenvolve no mundo inteiro contra a objeção de consciência.
Artigos
Sábado, 14 de Março de 2009
Médica Ginecologista Obstetra dá seu parecer sobre aborto ocorrido em Recife
“Meus amigos,
- Todo o fato é terrível -- não é isso que se está discutindo -- porém acho importante fazermos algumas reflexões pois o aborto não era a única nem a melhor solução:
a) Devem ter usado Cytotec (?) -- que tem protocolo muito claro para tratamento de úlceras gástricas -- não há experiência suficiente de seu uso em meninas de 9 anos grávidas (mesmo que tenham usado outra droga -- sempre se está atirando meio no escuro pois é de se convir que é raro uma gravidez gemelar aos 9 anos) -- portanto houve risco na indução do aborto;
b) A menina não corria risco de vida agora -- não havia esta pressa nem indicação de intervenção no momento para salvar a sua vida;
c) De onde vem a estatística que ela corria o risco de 90% de morte ou de qualquer outra %? Estatística deve ser registrada em trabalho médico de pesquisa e com amostragem significativa para ter valor;
d) Haveria possibilidade que tivesse parto prematuro ou até aborto (espontâneo) -- mas, quando espontâneo, o processo é mais simples e de menor risco;
e) Se levasse a gravidez pelo menos até 22 semanas, teríamos 15 a 20% de chance de sobrevivência para os gêmeos (mesmo que fosse 10% de chance -- estaríamos tentando salvar as crianças sem aumento de risco para a mãezinha);
f) psicologicamente, esta menina foi usada como um trapo pelo homem, destruída como pessoa, percebendo-se marcada inconscientemente como algo sem valor -- e por 3 longos anos. Ao experimentar a destruição dos filhos como lixo, o inconsciente registra -- "viu, sou lixo e de mim só pode sair lixo". Sabe-se lá como se fará para recuperar todo esse novelo em sua cabecinha. Por outro lado, imagine-se: ela sentindo-se rodeada por atenção, amor, cuidado e experimentado a valorização das crianças que trazia dentro de si -- mesmo que a análise racional não fosse predominante -- poderia estar começando aí o seu resgate como pessoa integral;
g) sei de meninas que deram a luz com 10 anos e continuam muito bem após anos e anos;
h) Não sei de ninguém que morreu por causa da idade precoce com que engravidou, se recebeu acompanhamento adequado. Vou pesquisar mais e comunico a vocês se houver algum trabalho nesse sentido”.
Dra. Elizabeth Kipman Cerqueira
Médica ginecologista-Obstétrica; integrante da Comissão de Ética e Coordenadora do Depto. de Bioética do Hospital São Francisco, em Jacareí, São Paulo, Diretora do Centro Interdisciplinar de Bioética da Associação “Casa Fonte da Vida” ; especialista em Logoterapia e Logoteoria aplicada à Educação.
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